preguiça

Ontem não me apeteceu pegar no projecto que tenho em mãos.

Esteve mais frio que nos dias anteriores e cheguei a casa ao fim da tarde com os ossos gelados. Nada que um banhinho quente não tenha resolvido (vinha com vontade de acender a lareira, mas achei que se calhar ainda é cedo).

Pijaminho vestido, lides domésticas tratadas e daí até estar alapada no sofá foi um saltinho, armada de agulhas e lã. Peguei também no livro que trouxe da biblioteca, que tenho lido, aos soluços, nos últimos dias. Descobri que existem duas maneiras de tricotar, o método francês e o método alemão, o primeiro mais adequado para pessoas destras e o segundo para canhotas. Uma coisa que me mete muita confusão, tanto nos gráficos do livro como nestes vídeos [excelentes e que têm sido uma ajuda preciosa ] é que as tricotadeiras não passam a lã à volta do pescoço. Ora, eu aprendi a tricotar assim tinha para aí uns 10 anos… bem que tentei da outra forma, mas não consegui…

Adiante. De cada vez que pego no tricot esqueço-me de como se montam as malhas, mas depois de várias tentativas lá consegui (se calhar é mesmo como andar de bicicleta, como dizem). O objectivo era conseguir fazer um ponto diferente daquele sempre a direito que fica às ondinhas (é liga? ou é meia?) e começar a fazer alguma coisa que não o cachecol. Umas mitenes vinham mesmo a calhar. Passou-me rápido. Deixa-te estar mas é quietinha e faz lá um cachecol que é isso que sabes fazer e aprende a fazer um ponto novo que já não é nada mau.

Comecei, desmanchei, comecei, desmanchei, … até ficar de mau humor e a culpar o material (…)

Hoje fui à minha loja das lãs preferida, vim de lá feliz com o que encontrei, e comecei de novo (apesar da difícil adaptação às agulhas número 9 que também trouxe e que me parecem gigantescas). … estou a fazer (mais) um cachecol… deixo as mitenes para quando me sentir mesmo corajosa.

agulhas

Quem é que arranjou uma lã tão gira? quem foi?

Comments

  1. says

    O ponto sempre a direito que da ondinhas e liga :)

    Nos tricotamos a portuguesa, maneira maravilhosa e muito mais rapida que a outra que nao passa a la pelo pescoco (segundo senhoras inglesas muito experientes que nao tricotam como nos). Dai os videos serem complicados de seguir (ate porque se elas falam em ingles, convem lembrar que knit e meia e purl e liga); o que eu faco e tirar a ideia de como se faz, em vez de aprender mesmo.

    Isto dito, ando ha que tempos a tentar aprender como se faz um ponto torcido, sem sucesso! Venha o Natal pra ir ter com as minhas queridas tias!

  2. says

    pois realmente também me parece que a nossa forma de tricotar é mais rápida e cómoda. E os vídeos não substituem de modo nenhum as mães, tias e avós, que do meu lado não sabem ler um gráfico de tricot mas que olham para uma amostra e já sabem como se faz :-)

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