não ficar mais velho


Death is not the greatest loss in life. The greatest loss is what dies inside us while we live.

Norman Cousins

Já não me lembro de como cheguei lá. Sei que me agradaram os artigos e fui acompanhando o blog.  Sabendo, por experiência própria o resultado que uma alteração na alimentação pode ter no bem estar, a curiosidade por aquilo que alguém tem a dizer sobre o assunto já existia. A busca de uma alimentação saudável (e do efeito que esta possa ter para nos fazer sentir rejuvenescidos/mais enérgicos/…), levou-me a inscrever-me no Workshop de Anti-aging da Miss Kale.

ONDE E QUANDO
Decorreu no passado sábado, dia 1 de fevereiro, no Porto. Armei-me de armas (caderno e caneta) e bagagens (fui de combóio acompanhada do meu tricot) e pus-me a caminho. Decorreu num espaço muito interessante, que visto da rua passa completamente despercebido.

opo

fotografia: Cowork Studio OPO’Lab

A TEORIA, A PRÁTICA AND THE BIG PICTURE
Somos  aquilo que comemos e o modo como tratamos o nosso corpo tem reflexo no modo como nos sentimos. Penso que essa é a ideia geral transmitida no workshop, e é uma dedução que qualquer um de nós faria. É senso comum. A questão é como? Fazemos escolhas todos os dias, muitas vezes desconhecendo o efeito que têm. O workshop é um momento de tomada de consciência, na forma de um conjunto de passos que a Francisca sugere, fruto da investigação que tem feito ao longo dos anos e daquilo em que acredita. Não vou entrar em detalhe relativamente a cada um destes passos (isso é do domínio do workshop), mas posso apontar os pontos que considerei mais pertinentes (ou que a mim dizem mais e que vejo como possíveis de integrar no meu estilo de vida): devemos escolher alimentos que não sejam processados, de preferência biológicos/integrais, manter-nos hidratados, evitar situações de stress e dormir bem. Participar neste workshop confirmou-me, ainda, algo que já sabia – devemos aprender a escutar o nosso organismo, pois ele dir-nos-á daquilo que gosta ou não.

O ÓTIMO É INIMIGO DO BOM
Embora o tratamento dos temas tenha sido completo, estava à espera que acarinhasse mais o processo, que é gradual, e não tanto o fim. O que quero dizer com isto? – se não se consigo alcançar a soma das partes (dos passos), o que é prioritário? Por que parte do processo devo começar? Sou também sensível a uma outra realidade: há quem não tenha o rendimento disponível (eu incluída), nem viva nos grandes centros urbanos (idem) para ter acesso a algumas das propostas feitas, mesmo estando consciente de que se trata de um investimento em saúde. Se eu não tiver dinheiro para comprar fruta biológica, continua a ser mais saudável comer uma maçã normalizada do que comer um donut. Senti falta dessa dimensão e do conforto de sentir que adotar pelo menos algumas das alterações podem ter um efeito benéfico: o que pode ser fundamental para quem está a dar os primeiros passos. Ainda assim, estou muito feliz por ter participado e o balanço é positivo.

O LANCHE
Fizemos uma pausa para um lanche, oferecido no workshop, e foi um batido verde, bem verde (com coentros, que eu até nem gosto), mas que é inesperadamente bom! Eu fiquei fã :)

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VOU FICAR MAIS NOVA?
Cronologicamente não posso reverter o relógio. Mas se há alterações que me façam sentir mais enérgica e mais saudável, irei, sem dúvida, explorá-las; seguir algumas das sugestões feitas no workshop com este objetivo, é um desafio que coloco a mim própria e que prometo ir partilhando essa experiência aqui no blog! :)

experimentando

Gosto muito de procurar novas formas de confecionar os alimentos ou de encontrar outros que quebrem a rotina dos pratos habituais. Procuro também alternativas (mais) saudáveis, que vão compensando os dias em que as escolhas não são as melhores.

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Para além dos livros de cozinha (um vício), a internet é, sem dúvida, a minha principal fonte de informação: mas depois, para experimentar, não há como ir à loja, ver os alimentos de perto e imaginar como os utilizar.

Numa recente visita a uma loja de produtos naturais escolhi alguns produtos para experimentar, alguns com ideias em mente, outros apenas por curiosidade.

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O QUE TROUXE PARA CASA
leites, de amêndoa e de avelã
agar-agar
sementes de chia
sementes de abóbora
pérolas de tapioca
pudim de amêndoa
humus
gengibre cristalizado
gelatina light

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o que mais gosto de comer

é o tema de um dos trabalhos que a educadora do João nos pediu para fazer em casa.

o que gosto mais de comer
O que ele disse que gosta mais de comer:

– pão (de preferência com manteiga)
– tomate (enquanto houver no prato não come mais nada)
– xixa
– massa (de todas as maneiras e feitios)
– salsichas
– maçã (às vezes uma não chega e gosta de as comer antes da refeição)
– feijão e grão (adora!)
– melão

E um gafanhoto para ele levar para participar num teatro de fantoches.
fotografia aqui

recuperar velhos (bons) hábitos

hoje fui à biblioteca municipal aqui da zona. Até tenho vergonha de dizer, mas o último registo de requisições que lá fiz, data de 1997; 11 anos passados, portanto (shame on me). Em criança e adolescente era frequentadora assídua, mas depois fui perdendo o hábito.

Trouxe três livros: um sobre ervas aromáticas, outro sobre tricot (O tricot em 10 lições, de 1978), e outro ainda sobre conservação de alimentos. Sim, porque a leitura do blog de Amanda Soule (SouleMama) despertou-me a curiosidade sobre este último assunto.

A secção infantil convida a levar lá o João. Terão hora do conto? A saber.

Ida à biblioteca

nota mental: para a próxima levar uns sapatos que façam menos ruído ;-)