encontros de tricot

22 de outubro de 2011.

tricot

O dia em que nos encontrámos pela primeira vez para tricotar juntas. De entre novelos e agulhas nasceram amizades que têm sido tricotadas até ao dia de hoje. O último encontro (na fotografia) foi daqueles que acontecem só porque sim (fomos até ao Azulejo). Porque nos apetece estar mais vezes juntas e o primeiro sábado de cada mês não nos chega para pôr (a conversa) o tricot em dia.

Quem quiser vir ter connosco é bem-vindo, sabendo ou não tricotar. O próximo encontro é já no dia 7 de novembro. Vai haver mais encontros? Sim, todos os primeiros sábados de cada mês as Tricotadeiras de Aveiro vão até ao Biscoito, a partir das 15h. Todas as novidades podem ser encontradas no sítio do costume.

em círculo

Consegui, finalmente, tricotar em círculo. Fiz um gorro para o João, muito simples, mas que me enche de alegria. Andava há tanto tempo com vontade de lhe fazer um. Ficou-lhe bem no diametro, mas podia ser um pouco maior na altura. Tem alguns erros, que foram sendo tratados “on the go”.

primeiro gorro

Ajudas fundamentais:
– um vídeo sobre magic loop knitting, disponível aqui.
– esta receita (que segui essencialmente para aprender a fazer as reduções), via ravelry.

Já estou com vontade de lhe fazer outro, agora com uma barra em canelado :-)

preguiça

Ontem não me apeteceu pegar no projecto que tenho em mãos.

Esteve mais frio que nos dias anteriores e cheguei a casa ao fim da tarde com os ossos gelados. Nada que um banhinho quente não tenha resolvido (vinha com vontade de acender a lareira, mas achei que se calhar ainda é cedo).

Pijaminho vestido, lides domésticas tratadas e daí até estar alapada no sofá foi um saltinho, armada de agulhas e lã. Peguei também no livro que trouxe da biblioteca, que tenho lido, aos soluços, nos últimos dias. Descobri que existem duas maneiras de tricotar, o método francês e o método alemão, o primeiro mais adequado para pessoas destras e o segundo para canhotas. Uma coisa que me mete muita confusão, tanto nos gráficos do livro como nestes vídeos [excelentes e que têm sido uma ajuda preciosa ] é que as tricotadeiras não passam a lã à volta do pescoço. Ora, eu aprendi a tricotar assim tinha para aí uns 10 anos… bem que tentei da outra forma, mas não consegui…

Adiante. De cada vez que pego no tricot esqueço-me de como se montam as malhas, mas depois de várias tentativas lá consegui (se calhar é mesmo como andar de bicicleta, como dizem). O objectivo era conseguir fazer um ponto diferente daquele sempre a direito que fica às ondinhas (é liga? ou é meia?) e começar a fazer alguma coisa que não o cachecol. Umas mitenes vinham mesmo a calhar. Passou-me rápido. Deixa-te estar mas é quietinha e faz lá um cachecol que é isso que sabes fazer e aprende a fazer um ponto novo que já não é nada mau.

Comecei, desmanchei, comecei, desmanchei, … até ficar de mau humor e a culpar o material (…)

Hoje fui à minha loja das lãs preferida, vim de lá feliz com o que encontrei, e comecei de novo (apesar da difícil adaptação às agulhas número 9 que também trouxe e que me parecem gigantescas). … estou a fazer (mais) um cachecol… deixo as mitenes para quando me sentir mesmo corajosa.

agulhas

Quem é que arranjou uma lã tão gira? quem foi?

recuperar velhos (bons) hábitos

hoje fui à biblioteca municipal aqui da zona. Até tenho vergonha de dizer, mas o último registo de requisições que lá fiz, data de 1997; 11 anos passados, portanto (shame on me). Em criança e adolescente era frequentadora assídua, mas depois fui perdendo o hábito.

Trouxe três livros: um sobre ervas aromáticas, outro sobre tricot (O tricot em 10 lições, de 1978), e outro ainda sobre conservação de alimentos. Sim, porque a leitura do blog de Amanda Soule (SouleMama) despertou-me a curiosidade sobre este último assunto.

A secção infantil convida a levar lá o João. Terão hora do conto? A saber.

Ida à biblioteca

nota mental: para a próxima levar uns sapatos que façam menos ruído ;-)

no passado domingo

Esteve muito calor. Um calor fora de época, diga-se, mas que soube mesmo bem.
De manhã levámos o João à Barra para tirar saudades da sensação de ter os pés na areia. Ele pede muitas vezes (em pleno Inverno) para ir à Páia e assim fizémos-lhe a vontade ;) Estava um ambiente muito agradável, com muita gente a passear e a aproveitar o sol.
Foi também dia de Feira de Artes e Ofícios e dei lá um saltinho. Encontrei a Aurianne com as suas velas perfumadas e (novidade, pelo menos para mim) sabonetes artesanais. Eu trouxe um de erva-doce, que, para além do bom aspecto, tem um cheiro delicioso! Recomendo.

Não resisti também em adoptar uma boneca de saia cinzenta de uma banca que nunca tinha visto por lá. Apesar de ser feita em tricot, faz-me lembrar, pelo desenho da cara, os bonecos Waldorf. Tenho pena de não lembrar do nome da artesã.

img_0207.JPG
p.s. – ah…pois…o blog mudou de cara ! gostam?